Premiê israelense afirmou que seu Exército permanecerá em 'zonas de segurança' pelo Oriente Médio e que continuará neutralizando ameaças ao país. EUA e Irã assinaram acordo de paz na guerra nesta segunda (15), o que aumentou pressão sobre Netanyahu. Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concede uma coletiva de imprensa após EUA e Irã assinarem acordo de paz em 15 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Ronen Zvulun/Pool O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (15) que a luta de Israel "não acabou" e que o país continuará "neutralizando ameaças" após os Estados Unidos e o Irã terem assinado um acordo de paz para colocar um fim à guerra no Oriente Médio. Em declarações que destoam da atual fase das negociações entre EUA e Irã, Netanyahu disse que seu Exército continuará em "zonas de segurança" já estabelecidas no Oriente Médio e alegou que a guerra contra os iranianos salvou Israel de uma "aniquilação nuclear". "Salvamos nosso país da aniquilação nuclear, mas nossa luta não acabou. (...) Com ou sem um acordo, o Irã não terá uma arma nuclear e vamos fazer o que for preciso para isso", afirmou o premiê israelense em coletiva de imprensa. Agora no g1 Netanyahu afirmou também que Israel ficará "o tempo que julgar necessário" na zona-tampão no sul do Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza, e preservará o que chamou "liberdade de ação" para parar ataques do Hezbollah. A fala pode ter aberto caminho para novos ataques contra o Hezbollah, já que muitas das ações israelenses contra o grupo terrorista libanês têm sido justificadas como preventivas, o que pode colocar o acordo de paz entre EUA e Irã em risco. “Estabelecemos profundas zonas de segurança ao redor do Estado de Israel. Fizemos isso em Gaza, no Líbano e na Síria. (...) E quero deixar claro: permaneceremos nessas zonas de segurança pelo tempo que for necessário para proteger nosso país”, disse Netanyahu. Na coletiva, Netanyahu reconheceu que nem sempre concorda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Somos parceiros, mas às vezes discordamos", disse. Os dois lideraram a guerra contra o Irã, porém tiveram desavenças que se tornaram públicas, como em uma ligação telefônica que Trump chamou o israelense de "completamente louco". Isso decorreu por conta dos dois terem objetivos diferentes no conflito. O premiê israelense viu a pressão contra ele aumentar dentro de Israel com a assinatura do acordo entre EUA e Irã. Políticos de diversas vertentes do governo israelense reagiram de forma negativa ao ocorrido, e analistas políticos no país afirmaram que Netanyahu não atingiu seus objetivos de guerra. Benjamin Netanyahu Estados Unidos Hezbollah Irã Israel Líbano
Nossa luta não acabou, diz Netanyahu após acordo de paz EUA-Irã | G1
Premiê israelense afirmou que seu Exército permanecerá em 'zonas de segurança' pelo Oriente Médio e que continuará neutralizando ameaças ao país. EUA e Irã assinaram acordo de paz na guerra nesta segunda (15), o que aumentou pressão sobre Netanyahu.
Netanyahu reafirma operações contra Hezbollah e bloqueio nuclear iraniano, desalinhado com acordo USA-Irã. Escalação geopolítica não-resolvida impacta supply chain de semiconductores, cloud operations e partnerships tech com vendors USA.













