Nos últimos três anos, o Brasil voltou a se sentar às mesas de negociação com os principais protagonistas do comércio internacional: União Europeia, Estados Unidos e China. Em um mundo em que tarifas sobem repentinamente, acordos são revistos e antigas certezas comerciais caem por terra, essa não é uma posição trivial. É resultado de escolha política, presença internacional e capacidade de negociação.
Os números ajudam a contar essa história. No ano passado, o país bateu recorde de exportações, com 340 bilhões de dólares vendidos ao exterior. Os destinos também. Há dez anos, o Brasil exportava mais de 1 bilhão de dólares para cerca de 30 países; hoje, esse grupo chega a 50. A indústria acompanhou esse movimento, passando de 129 bilhões de dólares em exportações, há uma década, para quase 190 bilhões de dólares no último ano, mostrando que o recorde não pertence apenas a um setor. Ele é mais amplo e bem mais diverso.
Essa trajetória segue positiva no primeiro quadrimestre deste ano, período em que o Brasil também registrou recorde na atração de investimentos estrangeiros, com 90 bilhões de dólares. A leitura externa aponta na mesma direção: o Fundo Monetário Internacional projeta desempenho favorável para a economia brasileira, reforçando uma percepção que ganha corpo fora do país — o Brasil voltou a ser visto como parceiro relevante, confiável e necessário.








