A reforma tributária sobre o consumo entra em uma nova fase de implementação, com a promessa de substituir um dos sistemas mais complexos do mundo por um modelo mais simples e transparente. No programa Não vou passar raiva sozinha desta semana, a colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, mostra a importância da reforma tributária e o que ela vai mudar na vida do brasileiro (veja o conteúdo desta coluna na íntegra no vídeo acima). PUBLICIDADE“Muita gente ainda não entendeu por que o Brasil precisava reformar a tributação do consumo, por que precisava trocar tanta coisa, quais impostos vão sair e quais vão entrar?” No programa de hoje, ela vai tentar explicar todas essas questões. Segundo a Duquesa, o objetivo é unificar tributos hoje cobrados por União, Estados e municípios, reduzindo a burocracia para empresas e facilitando a compreensão dos impostos pagos pelos consumidores.Sessão solene de promulgação da PEC da reforma tributária no Congresso, em dezembro de 2023 Foto: Wilton Junior/EstadãoAtualmente, a tributação sobre o consumo é dividida entre diversos impostos, como PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI, cada um com uma regra própria. Essa fragmentação aumenta os custos de conformidade das empresas, gera disputas judiciais e dificulta a fiscalização. A reforma tenta acabar com esse caos, substituindo esses tributos gradualmente pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por Estados e municípios.Veja tambémArrecadação recorde: como a alta do IOF afeta o bolso do consumidor?Quem paga a conta pela isenção tributária das igrejas?Proteção constitucional? Por que o álbum de figurinhas da Copa poderia ser ainda mais caro?A Duquesa destaca que a transição será longa. Em 2027, a CBS começará a ser cobrada efetivamente, enquanto a substituição do ICMS e do ISS pelo IBS ocorrerá entre 2029 e 2032. A expectativa é que o novo sistema esteja plenamente operacional em 2033. Também está previsto o início da cobrança do Imposto Seletivo, voltado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, em 2027.PublicidadePara a Duquesa, uma das principais mudanças será a maior transparência na cobrança dos tributos. No modelo atual, boa parte dos impostos está embutida nos preços, dificultando a percepção do consumidor sobre quanto paga ao governo. Com o novo sistema, os tributos deverão aparecer de forma mais clara nas notas fiscais. Apesar de a reforma não ter como meta reduzir a carga tributária total, especialistas avaliam que ela pode diminuir distorções econômicas, aumentar a segurança jurídica e tornar o ambiente de negócios mais eficiente.ProgramaTodas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado. A atração também tem uma versão em podcast.Siga a Duquesa de Tax no EstadãoNão vou passar raiva sozinha no SpotifyNão vou passar raiva sozinhanoApple Podcasts
Por que a reforma tributária é importante e como ela vai mudar o dia a dia dos brasileiros?
No programa ‘Não vou passar raiva sozinha’ desta semana, a Duquesa de Tax explica tudo sobre a mudança que o Brasil está prestes a enfrentar no sistema tributário e por que ela vai tornar o sistema mais transparente
Brasil unifica tributos sobre consumo em novo sistema CBS (federal) + IBS (Estados), com implementação entre 2027 e 2033. Simplifica compliance fiscal e sistemas ERP, aumenta transparência das cobranças e reduz custos de conformidade empresarial.






