Aí está uma reacção positiva ao anúncio de acordo entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim ao conflito que dura há mais de três meses e que deverá permitir a livre navegação no estreito de Ormuz. O preço do petróleo, referência para a Europa, mantém queda em torno de 5%, esta segunda-feira, para valores próximos de 80 dólares, o gás natural também desce, e as bolsas europeias e norte-americanas reagem em alta.Ainda que se trate de um memorando de entendimento, cuja assinatura oficial está marcada para sexta-feira, 19 de Junho, o impacto é visível no preço do barril de petróleo Brent, que pelas 17h00 mantinha a mesma dimensão da queda verificada ao início da manhã, em torno dos 5%, para 82,70 dólares. Considerando as quedas já verificadas na semana passada, com as notícias de acordo iminente, a cotação do Brent regista uma correcção de cerca de 30% face aos 122 dólares a que chegou recentemente. Mais ainda está 20 dólares acima face aos cerca de 62 dólares a que negociava antes do início do conflito, a 29 de Fvereiro.Também o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, manteve uma desvalorizava de cerca de 5% ao longo do dia, para 80,59 dólares.E o gás natural, negociado em Amesterdão, afundava igualmente 5,88%, para 44,034 euros por megawatt (MWh), mantendo-se ainda 40% acima do valor registado antes do conflito.A subida do preço do petróleo e do gás natural foi uma das consequências directas do conflito no Médio Oriente, porque tornou impossível a circulação de navios no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial, com impacto na economia mundial.Por enquanto, o acordo para reabrir o estreito de Ormuz nos próximos dias ainda está a ser recebido com cautela por armadores e comerciantes, que aguardam mais detalhes para avaliar se é possível garantir a segurança das travessias marítimas.Segundo a empresa de inteligência de dados Kpler, citada pela agência Bloomberg, há quase 600 navios retidos no Golfo Pérsico, prontos para sair, enquanto centenas também aguardam vazios no lado exterior do golfo, um tráfego que demorará a normalizar, mas que será crucial para a reposição de reservas, que se encontram em níveis muito baixos.Nos mercados accionistas europeus, as reacções também foram positivas, à excepção dos títulos das petrolíferas, que registam uma correcção face às fortes subidas acumuladas desde o início do conflito.As subidas mais expressivas verificaram-se no principal índice da praça de Frankfurt, que subiu 1,43%, e de Madrid, com uma valorização de 1,43%. Já na bolsa de Paris, o Cac encerrou com um ganho modesto de 0,40%, e em Londres, o FTSE caiu 0,29%.Na bolsa de Lisboa, o peso da Galp, que encerrou a desvalorizar perto de 4%, bem como a família EDP, conseguiram colocar o PSI no “vermelho”, a recuar 0,52%, depois de uma abertura ligeiramente positiva.O sentimento positivo começou na Ásia, onde o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, encerrou com uma valorização de 4,99%, e tal como indicavam os futuros do Dow Jones e do Nasdaq no arranque do dia, Wall Street abriu em alta. O maior entusiasmo verificava-se no tecnológico Nasdaq, que pelas 17h00 seguia a valorizar perto de 2,5%. O Dow Jones seguia com uma valorização de 1,40%, e o S&P 500 a ganhar 1%.Notícia actualizada às 17h00, com dados dos mercados a essa hora