Se você pudesse escolher entre um título pagando IPCA mais 8,5% ao ano e outro pagando IPCA mais 7,5%, qual compraria? A resposta parece óbvia. Afinal, quem não gostaria de ganhar mais? O curioso é que investidores profissionais compram os dois todos os dias. E essa aparente contradição ajuda a explicar uma das mensagens mais interessantes que o mercado brasileiro transmite atualmente.
Hoje, os títulos prefixados do Tesouro oferecem taxas muito parecidas em praticamente todos os vencimentos. Já os títulos indexados à inflação apresentam uma situação ainda mais curiosa: os papéis de prazo mais curto pagam juros reais maiores do que os títulos de prazo mais longo.
O que o mercado está tentando dizer? A resposta mais honesta é que depende da teoria que se utiliza para explicar. E no clássico livro "Investimentos", de Zvi Bodie, Alex Kane e Alan Marcus, os autores apresentam duas teorias para interpretar a curva de juros.
A primeira é a hipótese da expectativa. Segundo essa visão, as taxas refletem aquilo que os investidores acreditam que acontecerá com os juros no futuro. Se esperam estabilidade, uma curva plana faria sentido. Se esperam quedas ou altas relevantes, outros formatos tenderiam a surgir.














