As identidades dos suspeitos não foram divulgadas até a publicação dessa reportagem, mas a polícia informou que eles atuavam na atividade. Um era bombeiro civil e os outros ajudavam nos preparativos para os saltos. Inicialmente, seis haviam sido detidos, mas três foram liberados. LEIA TAMBÉM Homicídio com dolo eventual é quando a pessoa não quer diretamente matar alguém, mas assume o risco de que a morte possa acontecer ao praticar determinada conduta. No Direito Penal, existe diferença entre: dolo direto: quando há intenção clara de matar;dolo eventual: quando a pessoa prevê que sua atitude pode causar a morte, mas mesmo assim decide agir;culpa: quando não há intenção nem aceitação do risco, mas ocorre negligência, imprudência ou imperícia. Vídeo registrou salto e desespero Mulher morre em salto de bungee jump no interior de SP; testemunha diz à PM que empresa esqueceu de colocar corda — Foto: Reprodução Os homens das imagens aparecem usando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com representantes de nenhuma das duas. Seis pessoas foram presas Imagem mostra suspeitos chegando na delegacia após exame de corpo de delito — Foto: Reprodução A ocorrência foi na trilha da Ponte do Esqueleto. Ainda segundo a PM, dois homens fugiram do local e só foram localizados com a ajuda do helicóptero Águia, que precisou realizar buscas na mata. Ao todo, seis pessoas foram presas, mas três foram librados. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas o óbito foi constatado ainda no local. O caso foi levado ao 2º Distrito Policial de Limeira. Jovem fez post antes do acidente: 'quem deixou?' Jovem morta após salto de rope jump sem corda em Limeira fez post antes do acidente — Foto: Reprodução/Redes Sociais Uma das postagens, que marca o horário de 7h31, mostra o local onde ocorreria a atividade. Na foto é possível ver um banner da empresa "Entre Cordas" e a frase deixada pela vítima: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???". No perfil do Instagram, Maria Eduarda, que era de Jandira (SP), publicava fotos de atividades ao ar livre e contato com ambientes de natureza. A descrição do perfil cita formações em educação física e gestão esportiva e torcida para o Santos Futebol Clube. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda — Foto: Reprodução/Instagram Empresa tinha outras cinco datas anunciadas em SP e MG O conteúdo listava eventos futuros em São Paulo e Minas Gerais, além dos valores cobrados dos participantes. Para a Ponte do Esqueleto, onde ocorreu o acidente, havia vagas para a última sexta-feira (12) e para este sábado (13). A empresa também anunciava uma nova data no local para 11 de julho. Em Rio Claro (SP), os saltos marcados para 14 de junho e 12 de julho custavam R$ 210. Já em Minas Gerais, as atividades previstas para 18 e 19 de julho saíam por R$ 250. Prefeitura diz que vai processar Governo Federal por omissão Segundo a Prefeitura, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal. A administração municipal e a Câmara Municipal, por iniciativa da vereadora Bruna Magalhães, já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. "Nenhuma providência concreta foi adotada", pontuou. Infográfico - Mulher morre ao ser jogada sem cordas em salto de rope jump — Foto: Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região