Segundo a delegada, os dois homens responsáveis por preparar a jovem para o salto não souberam dizer o que aconteceu antes da queda ."Eles não conseguem se recordar qual foi a falha ali, quem teria que ter colocado a corda, se não houve a fiscalização. Não conseguem se recordar", afirmou. LEIA TAMBÉM: De acordo com a Polícia Civil, a corda que deveria proteger a vítima ficou enrolada no chão da plataforma. O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa os três presos, afirmou que o rope jumping não é regulamentado, mas também não é proibido. Segundo ele, eventos semelhantes já foram realizados na Ponte do Esqueleto sem intervenção do poder público. O defensor informou ainda que a atividade deste sábado reunia cerca de 100 participantes e classificou o caso como uma "triste fatalidade", destacando que os envolvidos praticam o esporte há anos sem histórico de acidentes. Morte registrada em vídeo Um vídeo que circula nas redes sociais registrou o momento em que testemunhas perceberam que a jovem estava sem o equipamento de segurança (assista acima). Nas imagens, a vítima foi carregada por três funcionários até a estrutura de salto, localizada na região da Ponte do Esqueleto. Os homens das imagens aparecem usando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. O g1 entrou em contato com elas, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda — Foto: Reprodução 'Nunca tinha acontecido' Os presos relataram à polícia que trabalham com saltos há bastante tempo e que nunca passaram por uma situação parecida. "Eles estão até desnorteados com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada do tipo", disse Dantas. A delegada informou que aquele não era o primeiro salto do dia. Segundo os depoimentos, outras pessoas pularam sem problemas antes do acidente. Terceiro suspeito O terceiro homem preso alegou que não era responsável por instalar a corda. Ele disse que foi chamado apenas para ajudar na execução do salto. Apesar disso, a Polícia Civil entendeu que ele também tinha condições de notar a falta do equipamento. "O terceiro indivíduo teria sido chamado ali para ajudar. Porém, a corda é muito visível, a corda é grossa, inclusive ela está no chão, então daria para ter visto que não estava colocada", explicou a delegada. Dolo eventual Para a delegada, a falta de checagem dos equipamentos foi determinante para a morte de Maria Eduarda. "Eles assumiram o risco de produzir o resultado", concluiu. O caso segue em investigação. A Polícia Civil vai ouvir outras testemunhas e aguarda os laudos da perícia. Infográfico - Mulher morre ao ser jogada sem cordas em salto de rope jump — Foto: Arte/g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região
Morte em rope jumping: presos não explicam por que jovem caiu | G1
Presos pela morte em rope jumping em Limeira alegam experiência no esporte, embora o equipamento de segurança da vítima tenha sido esquecido na plataforma.














