0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, em foto de 2017 — Foto: Ana Paula Paiva/Valor A segunda recusa da Polícia Federal à proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro inaugurou (mais um) impasse na investigação do caso do Banco Master. Junto com a rejeição da proposta, encaminhada por e-mail aos advogados na quinta-feira (11), os delegados da Polícia Federal (PF) pediram ao ministro André Mendonça, responsável pela investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), que ordene a transferência do ex-banqueiro da Superintendência da PF no Distrito Federal para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde ele estava até março, quando começou a negociação para uma colaboração. Em tese, a volta de Vorcaro para a Penitenciária Federal do DF é uma consequência natural do fracasso das negociações, uma vez que a decisão de Mendonça de permitir que ele fosse para a Superintendência se justificava pela necessidade de ele se reunir com os advogados para preparar a delação. Desde então já foram duas tentativas, com as duas propostas rejeitadas pela Polícia Federal. Mas ainda falta uma coisa para que se defina se Vorcaro vai mesmo para a Papuda: a rejeição formal da Procuradoria-Geral da República (PGR), com quem a defesa do ex-banqueiro também negociou. Enquanto a PGR não der sua opinião formal, não há como dar as negociações por encerradas. É uma etapa formal do processo, mas precisa ocorrer. Até porque na primeira rodada de conversa, quando a PF recusou a proposta de Vorcaro, a PGR teve postura diferente. Os procuradores deixaram aberta a possibilidade de uma nova tentativa e a PF voltou à mesa de negociação. Por isso, enquanto a PGR não se manifestar formalmente, Vorcaro vai ficando na Superintendência da Polícia Federal.