O Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo, celebrado em 13 de junho, reforça a importância de ampliar o debate sobre uma condição genética rara que afeta milhares de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por desinformação, preconceitos e desafios relacionados ao acesso à saúde.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a condição afeta aproximadamente uma em cada 17 mil a 20 mil pessoas na América do Norte e na Europa. Em algumas regiões da África Subsaariana, a incidência é significativamente maior, chegando a uma pessoa com albinismo para cada 1,4 mil habitantes na Tanzânia. No Brasil, estima-se que cerca de 21 mil pessoas convivam com a condição, de acordo com dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), vinculada ao Ministério da Saúde.
Segundo o dermatologista Dr. Ismael Alves Rodrigues Júnior, professor da Afya Ipatinga, o albinismo é uma condição genética caracterizada por uma alteração na produção de melanina, pigmento produzido naturalmente pelo organismo e responsável pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos.
“O albinismo não é uma doença contagiosa e não afeta a inteligência nem a capacidade das pessoas. Entre as principais características do albinismo, estão a pele e os cabelos muito claros, os olhos com pouca pigmentação e alterações visuais que podem variar de leves a graves”, explica.













