No Dia dos Namorados, as demonstrações de afeto e os sentimentos ficam mais evidentes, e não é só por causa da celebração. A ciência mostra que o amor desencadeia uma série de alterações químicas e hormonais que afetam diretamente o organismo, sobretudo o coração.

De acordo com o cardiologista Dr. Roberto Yano, as emoções desencadeadas por vínculos afetivos ativam mecanismos biológicos capazes de alterar batimentos cardíacos, pressão arterial e até a liberação hormonal.

“Quando uma pessoa se apaixona, o corpo libera substâncias como dopamina, adrenalina e ocitocina. Isso gera respostas físicas perceptíveis, incluindo aceleração dos batimentos cardíacos, sensação de euforia e até alterações na pressão arterial”, explica.

O coração realmente “acelera”?

A famosa sensação de “coração disparado” ao encontrar alguém especial não é apenas uma metáfora romântica. Ela acontece por causa da ativação do sistema nervoso simpático, responsável pelas respostas de alerta e excitação do organismo. “O apaixonamento ativa regiões cerebrais ligadas à recompensa e ao prazer, mas o coração responde diretamente a esses estímulos emocionais”, explica o Dr. Roberto Yano.