Para uma parcela significativa de pessoas que não estão namorando, o Dia dos Namorados, comemorado no Brasil neste 12 de junho, costuma vir cercado de emoções e sentimentos um tanto incômodo —mesmo sendo uma data comercial, isto é, criada pelo comércio para movimentar suas vendas.
Mas será que dá para lidar de um jeito mais positivo e saudável com este momento? Dá sim. Mas pode não ser tão simples, pois entram em jogo pensamentos bem tóxicos e depreciativos, como "o que há de errado comigo?", ou "por que só eu não consigo namorar?". Ou até "por que ninguém gosta de mim?".
A lista de incômodos é grande. Mas será que você precisa mesmo ter um olhar tão severo assim com você mesmo? Talvez não. Talvez a questão de ter um namorado ou uma namorada no cenário atual é que seja algo bem mais complexo, custoso e delicado do que no passado.
E por que tanta complexidade, custo e delicadeza? Variados pesquisadores, pensadores e estudiosos das emoções, dos sentimentos, dos comportamentos, costumam concordar com um ponto central: estamos em tempos de relações muito etéreas, breves, passageiras. Ou líquidas, como a água: impossível de se conter por muito tempo nas mãos.
A isso se soma uma dificuldade cada vez mais crescente na nossa sociedade, a de ver sentido em variados aspectos da existência, ou até mesmo na vida como um todo. Isso impacta as relações amorosas (e também sexuais), gerando questionamentos como "Pra quê ter uma pessoa ao meu lado? Será que vale mesmo a pena? Ou um relacionamento a dois vai me sobrecarregar demais e trazer muitas ansiedades e frustrações?"













