Aliança Armênia Forte alega irregularidades na votação vencida pelo partido do premier Nikol Pashinian, que recebeu quase 50% dos votos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O primeiro-ministro armênio e líder do partido do Contrato Civil, Nikol Pashinyan, vota nas eleições parlamentares em uma seção eleitoral em Erevan, em 7 de junho de 2026 — Foto: Karen MINASYAN / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 14:33 Oposição contestará vitória de Pashinian na Armênia por fraudes eleitorais A aliança pró-Rússia Armênia Forte contesta o resultado das eleições na Armênia, alegando irregularidades no pleito vencido pelo primeiro-ministro Nikol Pashinian, cujo partido obteve quase 50% dos votos. A oposição, que recebeu 23,2%, pede anulação da votação. Pashinian busca reduzir a dependência da Rússia e fortalecer laços com o Ocidente, gerando tensões geopolíticas. A Comissão Eleitoral investiga denúncias de irregularidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma aliança de oposição da Armênia contestou, nesta sexta-feira, o resultado das eleições parlamentares realizadas no último domingo e pediu a anulação da votação, vencida pelo partido do primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinian. A legenda pró-Rússia Armênia Forte protocolou uma petição junto à Comissão Eleitoral Central do país alegando irregularidades no processo eleitoral, segundo informações da agência Reuters. O pedido foi apresentado após lideranças oposicionistas denunciarem supostas falhas na votação e uma série de medidas que, segundo elas, prejudicaram a campanha de seus candidatos. A aliança afirma que os resultados oficiais não refletem adequadamente a vontade dos eleitores. Nas eleições de 7 de junho, o partido governista Contrato Civil, liderado por Pashinian, conquistou 49,8% dos votos. O resultado garantiu ampla vantagem sobre os principais grupos oposicionistas, em sua maioria alinhados à Rússia. A Armênia Forte, principal coalizão de oposição, recebeu 23,2% dos votos. Durante a campanha, o grupo defendeu políticas favoráveis ao setor privado e a manutenção das tradicionais relações econômicas e estratégicas entre a Armênia e a Rússia, principal fornecedora de energia para o país do sul do Cáucaso. Por sua vez, a aliança Armênia, liderada pelo ex-presidente Robert Kocharian, recebeu 9,9% dos votos, e o partido Armênia Próspera, recebeu 4%. A participação eleitoral foi de 59%, segundo a Comissão Eleitoral Central. Desde que chegou ao poder em 2018, Pashinian vem tentando reduzir a dependência da Armênia em relação à Rússia e aprofundar as relações com os Estados Unidos e a União Europeia, movimento que gerou críticas de setores políticos favoráveis à manutenção da influência de Moscou no país. A disputa eleitoral ganhou novos contornos na quinta-feira, quando a Comissão Eleitoral Central invalidou os votos registrados em duas seções eleitorais. Segundo relatos da imprensa local, a decisão foi tomada após a identificação de uma concentração incomum de militares nos locais de votação depois do encerramento das urnas. A medida afetou diretamente o partido Armênia Próspera. Segundo a legenda, a anulação dos votos reduziu seu desempenho para abaixo dos 4% necessários para obter representação parlamentar. Além das contestações sobre a apuração, partidos de oposição denunciaram uma série de prisões realizadas antes da votação. Segundo os grupos, as ações tiveram como alvo candidatos e apoiadores da oposição. O líder da Armênia Forte, o empresário russo-armênio Samvel Karapetian, classificou a eleição como "vergonhosa" e denunciou irregularidades e repressão contra sua campanha. O Comitê de Investigação da Armênia informou ter aberto 59 processos criminais por supostas violações eleitorais, incluindo casos de voto múltiplo, e anunciou a prisão de nove pessoas. Observadores internacionais que acompanharam o processo eleitoral reconheceram a existência de denúncias de compra de votos e outras possíveis violações das regras eleitorais. Ainda assim, afirmaram que a votação ocorreu de forma tranquila na maior parte dos locais visitados. A Comissão Eleitoral Central deverá divulgar os resultados finais da eleição no próximo domingo. Aproximação com o Ocidente Após a divulgação dos resultados preliminares, Pashinian celebrou o que chamou de "vitória histórica" de seu partido e afirmou que o resultado garantirá "a eternidade e o desenvolvimento da Armênia". O premier prometeu manter o processo de aproximação com os países ocidentais, ao mesmo tempo em que buscará preservar as relações com Moscou. O reposicionamento geopolítico da Armênia se intensificou nos últimos anos. Embora o país continue oficialmente aliado da Rússia, Pashinian passou a criticar Moscou após a derrota armênia para o Azerbaijão em 2020 e a retomada de Nagorno-Karabakh pelos azeris em 2023, episódio que provocou o deslocamento de dezenas de milhares de armênios. O governo armênio acusa a Rússia de não ter protegido adequadamente os interesses do país no conflito. Desde então, Erevan congelou sua participação em uma aliança regional liderada por Moscou e passou a aprofundar laços com Bruxelas e Washington, chegando a mencionar uma eventual adesão à UE. A aproximação com o Ocidente foi elogiada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que afirmou que a UE está "ao lado da Armênia". O presidente francês, Emmanuel Macron, também manifestou apoio ao fortalecimento das relações entre Erevan e a Europa. (Com AFP)
Partido de oposição pró-Rússia contesta resultado de eleição na Armênia e pede anulação do pleito
Aliança Armênia Forte alega irregularidades na votação vencida pelo partido do premier Nikol Pashinian, que recebeu quase 50% dos votos











