Somaliano seria o primeiro árbitro de seu país a atuar em uma Copa do Mundo, mas acabou deportado após longa entrevista migratória em Miami 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Omar Artan aplica cartão amarelo em Denis Bouanga, da seleção do Gabão — Foto: Khaled DESOUKI / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 06:34 Árbitro Somali é Impedido de Entrar nos EUA para Copa 2026; Polêmica Aumenta A Casa Branca endureceu sua posição sobre Omar Artan, árbitro somali impedido de entrar nos EUA para a Copa do Mundo de 2026. Andrew Giuliani, do comitê do evento, afirmou que Artan mantinha contatos com pessoas vistas como ameaças à segurança. Artan foi deportado após longa entrevista migratória em Miami. A FIFA não conseguiu reverter a decisão, gerando revolta na Somália, onde Artan foi recebido como herói. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O caso do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos para trabalhar na Copa do Mundo de 2026, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira. Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para o torneio, afirmou que a decisão das autoridades migratórias americanas foi correta e sugeriu que o profissional mantinha contatos recentes com pessoas consideradas uma ameaça à segurança do país. Em entrevista à rádio britânica talkSPORT, Giuliani classificou Artan como um "mau ator" e afirmou que o árbitro estava se comunicando com "pessoas ruins" pouco antes de tentar ingressar nos Estados Unidos. — Há algumas coisas sobre as quais não podemos falar. Mas o que posso dizer é que ele é o único árbitro, o único oficial não iraniano, que foi impedido de entrar no país para este torneio. Ele estava conversando com algumas pessoas ruins, muito recentemente, sobre ações aqui nos Estados Unidos — declarou. Giuliani não apresentou detalhes sobre as supostas ligações nem especificou quais seriam as ameaças identificadas pelas autoridades americanas. Questionado diretamente sobre possíveis vínculos com atividades terroristas, ele evitou responder objetivamente e remeteu às manifestações oficiais da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP). — Do meu ponto de vista, e com base nas informações que vi, apoio a decisão da CBP. Foi a decisão correta — afirmou. O dirigente também ressaltou que o governo americano pretende receber normalmente atletas, dirigentes e torcedores durante a Copa do Mundo, mas argumentou que questões de segurança nacional permanecem prioritárias. — O presidente Trump deixou claro que quer receber o mundo inteiro para desfrutar da Copa do Mundo. Mas não permitirá que um torneio de futebol seja usado como oportunidade para que pessoas mal-intencionadas atuem nos Estados Unidos — acrescentou. Omar Artan vivia a expectativa de fazer história no Mundial. Selecionado entre os representantes da Confederação Africana de Futebol (CAF), ele seria o primeiro árbitro da Somália a trabalhar em uma Copa do Mundo masculina. Segundo relatos da imprensa internacional, o árbitro desembarcou em Miami na última semana, mas foi submetido a um longo procedimento migratório. Artan teria permanecido cerca de 11 horas em entrevista com agentes de imigração antes de ser mantido sob custódia por mais algumas horas e, posteriormente, embarcado em um voo de retorno para Istambul, na Turquia. Apesar dos apelos de entidades esportivas e da repercussão internacional do caso, a FIFA confirmou que não conseguiu reverter a decisão das autoridades americanas. Como a entrada em território dos Estados Unidos é uma atribuição exclusiva do governo federal, a entidade máxima do futebol não possui mecanismos para anular determinações migratórias. A exclusão de Artan da Copa provocou forte reação na Somália. Ao retornar ao país, o árbitro foi recebido por autoridades esportivas e torcedores como símbolo de orgulho nacional após sua inédita convocação para o torneio.
Casa Branca endurece discurso sobre árbitro barrado nos EUA: 'Falava com pessoas perigosas'
Somaliano seria o primeiro árbitro de seu país a atuar em uma Copa do Mundo, mas acabou deportado após longa entrevista migratória em Miami
















