Omar Abdulkadir Artan seria o primeiro representante do país a arbitrar um Mundial, mas teve a entrada negada O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan — Foto: Reprodução / Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 07:53 Árbitro somali é barrado nos EUA e fica fora da Copa 2026 O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar nos EUA, excluindo-o da Copa do Mundo de 2026, onde seria o primeiro representante de seu país a arbitrar. A Somália lamentou a decisão e busca esclarecimentos junto ao governo americano e à Fifa. O caso, que recebeu atenção internacional, é visto como uma perda significativa para o esporte nacional e para a carreira de Artan. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo da Somália classificou como "lamentável" a decisão que impediu o árbitro Omar Abdulkadir Artan de entrar nos Estados Unidos e, consequentemente, participar da Copa do Mundo de 2026. O caso provocou reação das autoridades do país africano, que agora buscam esclarecimentos junto ao governo americano e à Fifa. Artan, de 34 anos, faria história ao se tornar o primeiro árbitro somali a atuar em uma Copa do Mundo. Sua convocação para o torneio era vista no país como um símbolo do crescimento do esporte nacional e um marco para o futebol da Somália. Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o Ministério da Juventude e dos Esportes informou que trabalha em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores para obter explicações oficiais sobre o episódio. Segundo o governo somali, contatos diplomáticos já foram iniciados com autoridades dos Estados Unidos e com a Fifa para esclarecer as razões que levaram à negativa de entrada do árbitro em território americano. A Fifa confirmou que Artan não participará da competição. Em nota, a entidade ressaltou que não interfere nos procedimentos migratórios dos países anfitriões e afirmou ter sido informada de que a situação do árbitro não será revista neste momento. O caso ganhou repercussão internacional na segunda-feira, quando foi revelado que o juiz havia sido impedido de entrar nos Estados Unidos, um dos três países-sede do Mundial, ao lado de Canadá e México. Para as autoridades somalis, a decisão representa uma perda não apenas para o profissional, mas também para o país. "Omar Artan sempre representou a Somália e o esporte nacional com profissionalismo", destacou o governo no comunicado, acrescentando que sua presença no torneio seria motivo de orgulho para toda a população. O próprio árbitro também se manifestou publicamente. Em tom conciliador, agradeceu as mensagens de apoio recebidas da comunidade do futebol e desejou sucesso aos colegas que estarão na competição. — Apesar das circunstâncias, mantenho uma atitude positiva e estou focado nos próximos desafios da minha carreira como árbitro — afirmou. Considerado um dos principais árbitros do continente africano, Artan havia sido selecionado para integrar o quadro oficial de arbitragem da FIFA na Copa do Mundo. Sua ausência amplia a lista de impactos provocados pelas restrições migratórias adotadas pelos Estados Unidos às vésperas do torneio.
Somália reage após árbitro ser barrado nos EUA e ficar fora da Copa do Mundo: 'Lamentável'
Omar Abdulkadir Artan seria o primeiro representante do país a arbitrar um Mundial, mas teve a entrada negada













