"Estraga-prazeres." Ainda que seja um esporte em extinção, fazer manchetes de jornais e capas de revistas é estar atento a sentimentos coletivos. O título da alemã "Der Spiegel", da última semana, vai direto ao ponto ao falar de Copa do Mundo: mais do que arruinar um prazer global, Donald Trump "está se aproveitando" do evento mais popular do planeta.

Escancarado, o mau humor europeu com o torneio começou a se esvair desde quinta-feira (11), quando o duelo México 2 x 0 África do Sul abriu o torneio. Bola rolando, afinal, é gatilho para alienação, mostra a história. Até a competição engatar, porém, as críticas se empilham no continente que divide com a América do Sul o poderio sobre o futebol mundial.

Houve de tudo na véspera do espetáculo e não apenas na imprensa. Sobre a estreia da Inglaterra, contra a Croácia, o maior problema promete ser o copo de cerveja, tabelado em US$ 17 (R$ 98) nos estádios americanos. Autor da denúncia, o tabloide britânico The Sun ainda constatou que o pint americano (473 ml) é 17% menor que o pint inglês (568 ml).

A recusa americana na concessão de visto a um árbitro somali ganhou forte repercussão política, com protestos de parlamentares no Bundestag, em Berlim. "Um precedente perigoso", "uma vassalagem da Fifa a um estado agressor no âmbito de um esporte internacional", opinou um historiador em entrevista ao jornal francês Le Monde.