Quando um inseto toca estruturas parecidas com pelos em uma dioneia (Dionaea muscipula), a planta carnívora se fecha bruscamente, condenando a vítima. O mecanismo por trás dessa ação de fechamento está descrito em um estudo publicado nesta quinta (11) na revista Science.

A armadilha consiste em uma folha dividida em dois lóbulos articulados similares a mandíbulas com dentes. Seu processo de fechamento é iniciado por um rápido amolecimento das paredes celulares na camada externa da estrutura, aponta a nova pesquisa.

Por mais de um século, a hipótese predominante era de que o fechamento era impulsionado por uma rápida redistribuição de água dentro da folha da apanha-moscas, com a água se movendo entre as células para inchar um lado da armadilha.

"Uma das plantas mais icônicas do mundo ainda pode nos surpreender. Após mais de um século de pesquisa, ainda estamos descobrindo coisas fundamentalmente novas sobre como a D. muscipula funciona", disse o físico Yoël Forterre, da agência francesa de pesquisa CNRS e da Universidade Aix-Marseille, autor do novo estudo.

A dioneia é uma pequena planta carnívora —ou insetívora— nativa de uma região dos estados vizinhos Carolina do Norte e Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Como muitas espécies carnívoras, ela cresce em ambientes pobres em nutrientes e complementa sua nutrição capturando e digerindo insetos.