Quando decidiu criar um álbum de figurinhas em homenagem às Mães e Avós da Praça de Maio, Ariel Cuadra pretendia fomentar encontros e conversas por meio do item, mantendo vivas as causas dos grupos fundados em 1977 por mulheres que buscavam desaparecidos na ditadura argentina (1976-1983).

Ele não esperava, no entanto, que esse propósito seria alcançado em sua própria família.

"Aconteceu algo anedótico, eu diria", afirma ele. "Com toda a comoção após o lançamento, meu pai se sentou à mesa comigo e com a minha mãe e contou sobre um parente que foi detido e desapareceu."

O parente em questão é Roberto Castillo, um trabalhador e membro da Juventude Peronista de 40 anos levado de sua casa em Almirante Brown, na região metropolitana de Buenos Aires, na noite de 12 de janeiro de 1977. Ele é tio-avô de Cuadra, irmão de sua avó paterna.

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