Até o fechamento desta edição, na manhã da quinta-feira 10, os peruanos ainda não sabiam o nome do próximo presidente do país. Nada de novo. Entre os tantos gargalos políticos, a lentidão na contagem de votos nem chega a ser o principal. A apuração de eleitores no exterior e nos rincões rurais atravancam o processo. Além disso, quem perder certamente pedirá a recontagem de certas urnas, o que tende a prolongar a divulgação do resultado final. Vale lembrar, a definição do segundo colocado no primeiro turno levou um mês para ser revelada pela Justiça Eleitoral.
Quando esta reportagem foi concluída, com 98% da apuração, Keiko Fujimori tinha cerca de 600 votos a mais do que Roberto Sánchez, mas as projeções do instituto Ipsos apontavam a vitória do ministro de Pedro Castillo, ex- presidente preso por tentativa de golpe e a quem o aliado promete indultar. A filha do sanguinário ditador Alberto Fujimori, condenado por crimes contra a humanidade, tenta , por sua vez, superar uma sina – ou maldição. Pela quarta vez consecutiva, a candidata ultradireitista chega ao segundo turno. Caso sai derrotada novamente, se tornará o maior cavalo paraguaio da política sul-americana.
As projeções dão vitória apertada ao ex-ministro, mas o cenário segue indefinido












