Ainda não é Copa, mas os peruanos acompanham angustiados o placar. No começo da noite desta terça-feira (9), eram 8.925.345 para Roberto Sánchez e 8.897.395 para Keiko Fujimori —quase 30 mil votos de diferença entre os dois candidatos à Presidência que se enfrentaram no último domingo (7), no segundo turno das eleições.
Ao contrário do que aconteceu no primeiro turno, quando o caos da jornada eleitoral daquele 12 de abril se estendeu para a contagem de votos, o ritmo inicial da apuração chegou a nutrir esperanças de que o novo presidente seria anunciado em no máximo dois dias.
Os candidatos à presidência do Peru, Keiko Fujimori, do partido Força Popular, e Roberto Sánchez, do partido Juntos pelo Peru, acenam durante debate em Lima - Ernesto Benavides - 31.mai.2026/AFP
Na noite de domingo, mais da metade dos votos já haviam sido computados. Naquele momento, a filha do ditador Alberto Fujimori estava à frente de Sánchez, mas com pouca vantagem. Foi apenas no começo da tarde da segunda-feira (8), com mais de 90% das atas apuradas, que o aliado do ex-presidente Pedro Castillo passou a adversária e assumiu a liderança.
Desde então, porém, a contagem desacelerou drasticamente.











