O crescimento do setor de serviços em abril (1,2%) era esperado e compensa a queda de março (-1,1%), até mesmo na comparação entre as atividades: praticamente todas registraram alta semelhante à queda observada no mês anterior. A avaliação é do economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre. Todas as cinco atividades pesquisadas pelo IBGE avançaram em abril: outros serviços passaram de queda de 1,8%, em março, para alta de 2,2%, e o segmento de transportes avançou 0,9%, após recuo de 1,6% no mês anterior. Também registraram crescimento os serviços prestados às famílias (de -1,1% para +1,4%), informação e comunicação (de -0,6% para +0,5%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (de -1,0% para +0,4%). Os resultados seguem mostrando uma desaceleração tênue da atividade, segundo ele, porque o setor não tem perdido muita força, permanece em um patamar elevado e apresenta uma desaceleração mais branda do que a observada em outros segmentos. “O setor realmente tem perdido um pouco de força comparado ao que havia sido observado no ano passado, mas ainda é um setor resiliente. De certa forma, a atividade está aquecida, dado que o patamar histórico ainda é alto. Em abril, o resultado me pareceu retratar muito mais uma compensação do mês passado", avalia. "Acho que não dá para a gente se empolgar com essa alta deste mês, mas também não dava para a gente se decepcionar muito com a queda do mês passado. O retrato do setor é de um ritmo um pouquinho mais fraco neste momento”, completa Tobler. Para os próximos meses, o economista afirma que a expectativa é de resultados mais próximos de zero e de estabilidade, com um mês ou outro apresentando alguma oscilação, como a que aconteceu entre março e abril. “Agora, é natural que haja alguma oscilação nos resultados. O setor não deve ter uma tendência muito clara, nem para cima nem para baixo. A tendência é que ele ande um pouco mais de lado. Olhando mais para o final do ano, a gente pode ter uma desaceleração um pouquinho maior”, afirma.
Alta dos serviços em abril compensa queda de março, avalia FGV Ibre
Todas as cinco atividades pesquisadas pelo IBGE avançaram em abril







