O setor de serviços opera perto do patamar recorde nos últimos meses e as variações mais intensas de queda em março e alta em abril refletem o modelo de ajustamento sazonal. A avaliação é do gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Rodrigo Lobo, responsável pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O volume de serviços prestados no país cresceu 1,2% em abril, ante o mês anterior, e recuperou a perda de 1,1% que tinha sido registrada em março. O nível dos serviços de março estava 0,3% abaixo de outubro, ponto mais alto da pesquisa do IBGE. “A leitura dos últimos meses é de manutenção dos serviços muito perto do ápice da série histórica. Teve ligeiras quedas em novembro e dezembro, ficou estável em janeiro e fevereiro, e uma queda mais acentuada em março em função do modelo de ajustamento sazonal. Em abril, essa perda é compensada”, afirmou Lobo, ao explicar os resultados. A data do carnaval contribuiu para essa diferença de resultado em função do ajuste sazonal. Em 2025, o feriado ocorreu em março e agora em 2026 se deu em fevereiro. Por causa do carnaval de março de 2025, o modelo usado para o ajuste sazonal – que desconta efeitos específicos dos períodos do ano – projetava um resultado mais forte em março de 2026, explicou Rodrigo Lobo, o que interferiu no dado. A alta de 1,2% de abril de 2026, por sua vez, é influenciada por essa base de comparação baixa de março. No resultado de abril, os serviços de transporte foram a principal influência, com alta de 0,9%, explicado principalmente pelos preços mais baixos das passagens, segundo o gerente do IBGE. Pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o preço das passagens subiu 6,08% em março e caiu 14,45% em abril. O índice é usado como deflator pelo IBGE para obter o volume, a partir da receita apresentada pelas empresas. — Foto: Unsplash
Setor de serviços opera perto de patamar recorde nos últimos meses, afirma IBGE
Segundo o instituto, o volume de serviços prestados no país cresceu 1,2% em abril, ante o mês anterior, e recuperou a perda de 1,1% que tinha sido registrada em março






