0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Setor de transportes puxou alta de serviços: queda nos preços das passagens aéreas em abril após dois meses de queda foi principal influência para o resultado, diz especialista — Foto: Ana Branco / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 10:25 Serviços no Brasil sobem 1,2% em abril, mas crescimento desacelera O setor de serviços no Brasil apresentou uma alta de 1,2% em abril, segundo o IBGE, recuperando a queda de 1,1% de março. No entanto, o crescimento continua desacelerando em relação ao ano passado, com um avanço de 2,2% de janeiro a abril de 2026 comparado ao mesmo período de 2025, e 2,9% nos últimos 12 meses. A alta foi impulsionada principalmente pelo setor de transportes, enquanto outros segmentos, como informação e comunicação, também mostraram resiliência. O crescimento do setor enfrenta desafios macroeconômicos, incluindo o conflito entre Estados Unidos e Irã, que traz volatilidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ritmo de crescimento do setor de serviços continua desacelerando em relação ao ano passado. Lentamente, mas desacelerando. A alta de 1,2% em abril, apurada pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, na verdade apenas recupera a queda de março, que foi de 1,1%, depois de dois resultados próximos de zero (0,3% em janeiro e zero em fevereiro). De janeiro a abril, os serviços avançaram 2,2% frente a igual período de 2025. Em 12 meses, o crescimento é de 2,9%. Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV Ibre, diz que não deve haver uma sequência contínua de quedas, mas que os resultados negativos tendem a ser mais frequentes daqui para frente. — O setor de serviços ainda está em um patamar confortável, acima do volume de 2025, mas esse ritmo de crescimento tende a ser um pouco mais lento este ano, dado o cenário macroeconômico ainda bastante desafiador. Adicionalmente, temos as questões relacionadas ao conflito entre Estados Unidos e Irã, que trazem mais volatilidade para o setor. É claro que, com esse resultado de alta em abril, falar em desaceleração fica um pouco estranho, mas estamos falando de queda no ritmo de crescimento em 2026 em relação a 2025. Ainda assim, é um setor resiliente. Por isso, depois de um resultado muito ruim, consegue se recuperar e trazer um número mais positivo — explica Tobler. O resultado de abril foi puxado pelo setor de transportes, que teve alta de 0,9%, recuperando parte da perda observada em março (-1,6%). A queda do preço das passagens aéreas, depois de uma forte alta em fevereiro e março, foi o que mais influenciou o resultado do segmento, diz o economista. Outros destaques do mês foram os grupos de outros serviços, com alta de 2,2%; informação e comunicação (0,5%); serviços prestados às famílias (1,4%); e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,4%). — Os serviços prestados às famílias têm oscilado. Tinham subido um pouco mais de 1% em fevereiro, caíram em março na mesma magnitude e voltaram a subir agora em abril. É um segmento muito sensível à questão da renda, e a renda do brasileiro continua em crescimento. O mercado de trabalho segue bastante aquecido e ainda há toda a questão dos benefícios, como a isenção do Imposto de Renda, que passou a valer este ano. Outro destaque do setor, mas já com um caráter mais estrutural, com resultados significativos ao longo dos últimos anos, é o segmento de informação e comunicação. Essa é uma atividade que cresceu muito no pós-pandemia, mostrou-se muito relevante no dia a dia das pessoas e das empresas e tem se mostrado bastante resiliente — ressalta o pesquisador do Ibre.