O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quinta-feira (11) que a divulgação dos dados sobre a queda do desmatamento no país não teve como objetivo “dar resposta” a qualquer governo. A declaração foi feita após Capobianco ser questionado se a apresentação das informações era direcionada aos Estados Unidos, após a nova recomendação de imposição de tarifas decorrente da investigação comercial conduzida pelo escritório de comércio americano. De acordo com o ministro, a divulgação dos dados segue uma prática de transparência adotada há anos pelo governo brasileiro e não tem motivação política. Antes de responder à pergunta feita, Capobianco afirmou que a redução das taxas de desmatamento “põe por terra definitivamente a acusação injusta e improcedente dos Estados Unidos”, em referência à inclusão da questão ambiental entre os argumentos apresentados pelo USTR para justificar a adoção de tarifas contra o país. O ministro também classificou como “outra inverdade” a acusação de que o Brasil exporta madeira de origem ilegal. Segundo ele, toda a madeira exportada pelo país é monitorada. “O Brasil não está promovendo desmatamento ilegal; Brasil não está exportando madeira ilegal”, completou. Em evento no Observatório Regional Amazônico (ORA) da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que o desmatamento no Cerrado e na Amazônia registrou queda em maio deste ano em relação a maio de 2025, com redução de 12,2% e 61,4%, respectivamente. Segundo Capobianco, os dados passarão a ser públicos a partir desta quinta-feira e poderão ser consultados por qualquer pessoa. O ministro afirmou, porém, que as informações também servirão de subsídio para as negociações conduzidas pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) com autoridades dos Estados Unidos. João Paulo Capobianco — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Divulgação dos dados sobre desmatamento não teve como objetivo ‘dar resposta’ a qualquer governo, diz ministro
“O Brasil não está promovendo desmatamento ilegal; o Brasil não está exportando madeira ilegal”, afirma João Paulo Capobianco













