Segundo o ministro, é “ainda mais falsa” a acusação de que o Brasil exporta madeira de origem ilegal Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco rebate argumentos dos EUA — Foto: Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos sobre desmatamento usados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para justificar a sobretaxa de 25% contra produtos brasileiros são “absolutamente improcedentes”, sem embasamento técnico. O ministro também classificou como “ainda mais falsa” a acusação de que o Brasil exporta madeira de origem ilegal. Segundo ele, toda a madeira exportada pelo país é monitorada, desde a origem até o embarque. “Não é possível, hoje, em nenhum porto brasileiro [embarcar] sem a verificação da cadeia de custódia”, disse durante entrevista coletiva. O governo americano publicou, na noite de quarta-feira (15), a resolução que estabelece tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. A taxação, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, entrará em vigor na próxima quarta-feira (22). A investigação contra o Brasil abrange um conjunto amplo de temas. Entre os pontos citados, estão, por exemplo, o Pix, a comercialização de produtos falsificados em centros populares como a Rua 25 de Março e alegações de restrições a redes sociais americanas. Em resposta, o governo brasileiro classificou o tarifaço como "um marco lastimável" nas relações bilaterais e disse que acionará os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional após o anúncio da primeira rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos, no ano passado.