O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu contraparte dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Fotos de Evaristo Sá/AFP e Brendan Smialowski/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 09:20 Lula e Trump: Encontro no G7 Ainda Incerto, Diz Embaixador Brasileiro O encontro entre Lula e Trump no G7 ainda não está confirmado, segundo o embaixador Mauricio Lyrio. Lula pretende discutir as novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, consideradas prioritárias para a pauta bilateral. O Brasil busca maior acesso ao mercado americano, preservando setores econômicos e regras do Mercosul e OMC. Além disso, visa acordos sobre minerais críticos, destacando a necessidade de investimentos no Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ainda não está confirmado o encontro entre o presidente Lula e Donald Trump durante a Cúpula do G7, na próxima terça e quarta-feira, em Évian-les-Bains, na França. Lula decidiu participar do G7 após o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo o embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Clima e negociador brasileiro na área econômica, há de fato a possibilidade da conversa entre os dois líderes, mas ainda estão sendo verificadas as agendas, que não necessariamente coincidem. O embaixador disse que as novas tarifas são consideradas prioritárias por Lula na pauta bilateral com os Estados Unidos. Sem entrar em detalhes sobre a estratégia de negociação brasileira, Lyrio disse que o governo está disposto a negociar maior acesso americano ao mercado do país, mas sem prejuízo da preservação de setores importantes da economia brasileira, dos compromissos no Mercosul e das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). - Esse esforço existe, mas também tem os seus limites - ponderou o embaixador, em entrevista que me concedeu na Globonews. Lyrio disse que os minerais críticos são uma grande porta para acordos e cooperação do Brasil com o mundo. Ele lembrou que o país está tem as maiores reservas de nióbio, terras raras e níquel do planeta. Em relação a negociação com os Estados Unidos, o embaixador lembrou a transferência recente de grandes reservas a empresas americanas, o que avalia deveria ser reconhecido pelo governo Trump. E reforçou que o interesse brasileiro é trazer o processamento para o Brasil e não mais ser apenas fornecedor de produtos primários. - O Brasil precisa aproveitar isso, ter um diálogo positivo com os Estados Unidos no tema, mas ao mesmo tempo é preciso haver a contrapartida. Se há acesso a reservas brasileiras, é preciso também haver investimento na agregação no Brasil. Esse é um elemento que aproxima Brasil e Estados Unidos. Mas é preciso haver da parte também do governo americano o reconhecimento de que esse acesso deveria merecer também ao Brasil um tratamento mais adequado em termos de tarifas. esse é outro elemento que desaconselha uma política de tarifas na área comercial.