O governo brasileiro não fez um pedido para uma reunião bilateral entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos, durante a cúpula do G7 —que acontecerá na próximas semana, na França—, e também não recebeu nenhum contato para um encontro do tipo por parte dos americanos, em meio a uma ofensiva de novo tarifaço.

Não há, até o momento, uma preparação para que os dois líderes se encontrem no evento. Um momento como ocorreu em outubro do ano passado, na Malásia, com equipes de negociação de ambos lados e uma estrutura mais completa, é considerado improvável.

A avaliação do Palácio do Planalto é de que, do ponto de vista político, não há necessidade de uma nova reunião entre Lula e Trump nesse momento. Auxiliares mencionam que o grupo de trabalho criado após encontro em maio entre os dois na Casa Branca para discutir as tarifas está trabalhando sobre o tema.

Já em relação à conclusão da investigação contra o Brasil que propôs novo tarifaço de 25%, interlocutores citam o prazo de até 15 de julho para o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) publicar o relatório definitivo sobre a recomendação. Caberá a Trump adotar ou não as tarifas.

O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, se reuniu com o representante comercial americano, Jamieson Greer, em 28 de maio para tratar do tema e devem voltar a se reunir em breve. O lado brasileiro aguarda um novo contato com Greer para entender os rumos da negociação.