Gerando resumoSÃO PAULO E BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa a partir da próxima terça-feira, 16, da reunião do G-7, onde deve se reunir bilateralmente com líderes da França e do Japão. Um possível encontro com o americano Donald Trump ou com a europeia Ursula von der Leyen ainda são incógnitas.PUBLICIDADELula foi convidado pela presidência francesa a participar da cúpula, que ocorre entre os dias 15 e 17 em Évian-les-Bains na França. Será a décima participação do brasileiro. Por não integrar o G-7 e estar na condição de convidado, o Brasil não participa das negociações e não assina os documentos finais. No máximo o País faz apontamentos.A expectativa é para os encontros bilaterais que devem ocorrer na cúpula. As reuniões ainda estão em organização. Segundo o Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, o presidente se reunirá com Emmanuel Macron - o que já era esperado por ser tratar do anfitrião - e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EVARISTO SA/AFPAo ser questionado pelo Estadão se o Presidente espera alguma interação com o presidente dos Estados Unidos e com a presidente da Comissão Europeia, o secretário disse que não há definição. Publicidade“No caso dos EUA, os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer. Estão em andamento de forma intensa desde sempre, mas não sei se vai haver bilateral”, disse. O governo brasileiro procura impedir a imposição de um novo tarifaço por parte dos EUA ao Brasil. Na semana passada, o Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas desleais na relação bilateral, e mais 12,5% por não proibir e coibir efetivamente a importação de produtos feitos com regime de trabalho forçado.A expectativa é de que Lula tente levar o tema ao americano, seja em uma bilateral ou em alguma interação nos corredores da cúpula.No caso da União Europeia, o governo já planejava alguma ofensiva na cúpula para tentar derrubar o banimento do País como exportador de produtos de origem animal, sobretudo a carne bovina, ao bloco. PublicidadeNovas taxas de Trump afetam Flávio Bolsonaro, mas no futuro podem prejudicar LulaEmauel Bomfim e Ricardo Corrêa analisam a repercussão das novas tarifas impostas aos produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump. Crédito: TV Estadão“Nós ficamos um pouco surpresos pela maneira como foi”, disse o embaixador. “Estamos vendo algumas medidas da União Europeia que nos causa alguma preocupação. O tom da discussão, se houver, seja no G-7 ou em outros momentos, será esse, de certa preocupação com esses últimos desdobramentos. E ver o que a gente pode fazer para resolver as questões”.CúpulaEmbora a cúpula ocorra já a partir do dia 15, Lula deve comparecer apenas nos dias 16 e 17, que é quando ocorrem as sessões abertas a convidados. No primeiro dia ficarão concentradas as reuniões do Grupo dos 7, formado pelas sete maiores economias do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A partir do dia 16, os países convidados participam das discussões sobre Parcerias Internacionais. Além do Brasil, foram convidados Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito.PublicidadeCONTiNUA APÓS PUBLICIDADENo dia 17 ocorre um almoço sobre Inteligência Artificial, bem como as reuniões bilaterais. São sete os documentos que estão sendo negociados na cúpula e devem ser apresentados no final do encontro. Entre eles: Parcerias internacionais para o desenvolvimentoCrescimento econômico equilibradoProteção online de menoresCombate ao narcotráficoLuta contra o câncerCombate ao contrabando de migrantes Minerais críticosOs dois primeiros são os prioritários da presidência francesa da cúpula. Neles, estão sendo negociadas ajudas aos países em desenvolvimento e reforma na governança global, como na ONU e na OMC. Para o Brasil se destacam os documentos sobre proteção de menores e minerais críticos, diz o secretário.Publicidade“Do ponto de vista do Brasil, o mais importante é ter um olhar de desenvolvimento nessa questão de minerais críticos e fazer agregação de valor no próprio local de extração”, disse.Ao ser questionado sobre a possibilidade de o Brasil levar, nas discussões sobre combate ao narcotráfico, o tema das organizações criminosas brasileiras sendo classificadas como terroristas, o secretário respondeu que a tendência é que as discussões sejam genéricas e não abordem temas específicos dos países.
Lula deve se reunir com líderes da França e do Japão no G-7; Trump e UE são incertezas
Governo tenta discutir novo tarifaço com o americano e banimento da carne brasileira na Europa, mas não há previsão de bilaterais com Donald Trump e Ursula von der Leyen












