10/06/2026 15h26 Atualizado agora
O Brasil vive um paradoxo que desafia qualquer lógica de mercado. De um lado, consolidou-se como a maior potência odontológica do planeta, abrigando mais de 426 mil cirurgiões-dentistas, um salto de 60% em apenas uma década. Do outro, enfrenta uma estatística alarmante extraída da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS): cerca de 8,9% da população adulta do país já perdeu todos os dentes, o que equivale a um exército silencioso de 14,1 milhões de pessoas desdentadas.
Esse cenário de edentulismo não é apenas um problema de saúde pública ou de estética; ele é um gargalo de produtividade e um indicador macroeconômico. Para analisar o impacto financeiro dessa realidade e como a tecnologia de elite está redefinindo o acesso e a reabilitação, Dr. Anderson Bernal, fundador do Instituto Bernal, que há 31 anos atua na fronteira da odontologia, avalia a relação entre o edentulismo e o desenvolvimento econômico do brasileiro.
"Existe uma analogia direta entre a economia e a cultura de saúde bucal de um país. O investimento mais eficiente que existe é o mais barato: a informação e a prevenção. Antigamente, não existiam técnicas tão modernas de preservação, e o destino comum era envelhecer e perder os dentes. Hoje, a prevenção baseada em hábitos simples , como a escovação correta três vezes ao dia e o uso do fio dental, é o verdadeiro segredo para a longevidade dental. A falta desse acesso básico cria uma demanda reprimida gigantesca, onde milhões de brasileiros convivem com a perda de dentes por falta de cultura preventiva, afetando sua empregabilidade, sua autoestima e sua capacidade funcional", explica.









