A pergunta real sobre o fim da escala 6x1: haverá ganho de produtividade?Problema é que a perspectiva em debate na Câmara é de uma transição muito curta, sem preocupação sistêmica do Estado com a produtividade brasileira. Crédito: EstadãoO Banco Mundial revisou as projeções de crescimento do PIB brasileiro para 1,9% em 2026 e 2% em 2027, devido à desaceleração do consumo. Espera-se que a atividade econômica recupere força em 2027 com a queda dos juros, mas em ritmo menor que o previsto. O choque do petróleo, causado pela guerra no Oriente Médio, tem impacto limitado na América Latina, mas pressões inflacionárias exigem respostas econômicas. A previsão de crescimento da região foi ajustada para 2,2% em 2026, destacando a necessidade de reformas para impulsionar a produtividade e investimentos.O Banco Mundial revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2% para 1,9%, em 2026, e de 2,3% para 2%, em 2027, dada a desaceleração aguardada no consumo. A expectativa do organismo internacional é de que a atividade volte a ganhar tração em 2027, em virtude da queda dos juros, porém em ritmo inferior às projeções divulgadas em janeiro passado.No relatório divulgado nesta quinta-feira, 11, no qual atualiza as previsões ao crescimento global, o Banco Mundial observa que o choque do petróleo, na esteira da escalada da guerra no Oriente Médio, tem impacto limitado na América Latina. Isso porque algumas grandes economias da região, como o Brasil, são exportadoras líquidas de commodities energéticas.Banco Mundial salienta que restrições fiscais reduzem a capacidade dos governos de estimular a atividade Foto: Andrew Harnik/APPUBLICIDADEPor outro lado, são destacadas no relatório as pressões inflacionárias decorrentes do conflito, exigindo respostas de política econômica dos países, incluindo teto de preços e subsídios a combustíveis.O Banco Mundial revisou de 2,3% para 2,2% a previsão de crescimento da América Latina e Caribe como um todo neste ano, apontando riscos elevados referentes à desaceleração da economia global, em especial Estados Unidos e China, num contexto de juros altos por mais tempo no mundo.PublicidadeLeia tambémFim da escala 6x1 pode afetar produtividade e reduzir capacidade de crescimento, dizem economistas Claudio Adilson Gonçalez: A estagnação da produtividade mantém o Brasil pobrePIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGEConforme o relatório, com a inflação alta em alguns países, o espaço para cortes de juros varia entre as economias. Em paralelo, restrições fiscais reduzem a capacidade dos governos de estimular a atividade, tornando também mais custoso amortecer o aumento nos preços dos combustíveis.A mensagem da instituição é de que o crescimento da América Latina tende a permanecer baixo se não houver reformas que elevem tanto a produtividade quanto os investimentos e a qualificação de capital humano, além do ambiente de negócios.