Na avaliação do Fundo, economia brasileira tem mostrado resiliência, mas desacelerá em 2027 O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma revisão para cima das previsões de crescimento do Brasil em 2026. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a entidade agora estima que o PIB brasileiro crescerá 2,4% neste ano - uma alta de 0,5 ponto percentual em relação às previsões divulgadas em abril. Para 2027, a nova estimativa do FMI é de expansão de 2,2% para o PIB do país, 0,2 ponto a mais do que no relatório World Economic Outlook (Panorama Econômico Mundial) de abril. Já o PIB global deve crescer 3% neste ano e 3,4% no próximo, segundo o Fundo. No documento, o FMI afirma que o crescimento no Brasil "permanecerá resiliente" neste ano, mas "desacelerará um pouco" em 2027. Parte da revisão se justifica porque o Fundo avalia que exportadores de petróleo que estão fora da zona de conflito no Oriente Médio, caso brasileiro, têm sido favorecidos pela melhora nos termos de troca. A projeção do FMI para este ano é mais otimista do que a de economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus. Na última segunda-feira, a projeção mediana apontava uma expansão de 1,99% do PIB brasileiro neste ano e de 1,69% no próximo. O Ministério da Fazenda manteve em maio a previsão de que a economia brasileira crescerá 2,3% em 2026, sustentada pela expansão da indústria e dos serviços, apesar de ume esperada desaceleração da agropecuária. Em um outro relatório divulgado na última quarta-feira, o FMI já havia afirmado que a economia brasileira permaneceu "notavelmente resiliente" diante de múltiplos choques. O Fundo projetou que, após desacelerar em 2025, o crescimento do Brasil se recuperará neste ano e atingirá cerca de 2,5% no médio prazo. Para a região da América Latina e Caribe, o WEO desta quarta-feira prevê que o crescimento fique estável a 2,4% este ano, subindo moderadamente para 2,7% em 2027, com "dinâmicas heterogêneas entre os países". Para o México, a expectativa é de aceleração modesta para o crescimento, em meio a políticas domésticas menos restritivas, "apesar de a incerteza continuar a restringir a atividade", acrescenta o FMI. — Foto: Daniel Dan/Pexels