A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) aprovou nesta quarta-feira (10) uma resolução exigindo que o Irã permita a verificação de seu estoque de urânio enriquecido e que permita o acesso total de inspetores do órgão independente da ONU a suas instalações nucleares.

A representação de Teerã nas Nações Unidas protestou contra a decisão, aprovada por 21 dos 35 membros do conselho executivo da AIEA em 1 de suas 5 reuniões anuais. Outros 10 Estados se abstiveram e 3 foram contra —Rússia, China e Níger.

Proposta pelos Estados Unidos com apoio de Reino Unido, França e Alemanha, a resolução eleva ainda mais a tensão entre Washington e Teerã, que buscam uma solução diplomática para a crise no Oriente Médio —que, travada, tem deslizado para troca de ataques nos últimos dias.

O programa nuclear iraniano está no centro da disputa com os EUA desde a década passada, quando em 2015 um acordo foi firmado para evitar que os aiatolás obtivessem a bomba atômica e limitassem seu enriquecimento de urânio, matéria-prima de armamentos nucleares, por 15 anos.

Em seu primeiro mandato, Donald Trump deixou o arranjo. O Irã aos poucos voltar a enriquecer urânio e, em 2025, acumulava 441 kg do material a 60%, o suficiente para talvez até 15 bombas de baixo rendimento.