O Irã pediu à agência nuclear da ONU que condene os ataques dos EUA que, segundo o país, tiveram como alvo a usina nuclear de Darkhovin, em construção no sudoeste do país. "O Irã espera que o Conselho de Governadores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e o Diretor-Geral da AIEA, que ocasionalmente fazem declarações políticas sobre a questão nuclear iraniana, declarem claramente sua posição sobre o assunto, condenando o crime dos EUA", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, em uma coletiva de imprensa em Teerã nesta segunda-feira (20). Além da instalação, os ataques dos EUA também atingiram vários locais na cidade portuária de Bushehr, no sul do Irã, onde fica a única usina nuclear civil do país, informou a mídia estatal iraniana Irna. Em comunicado divulgado na noite deste domingo (19), o Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas ofensivas no Oriente Médio, informou ter concluído a nona noite consecutiva de ataques contra o Irã. Fumaça sobe após uma explosão em local não identificado durante ataques dos Estados Unidos contra o Irã — Foto: U.S. Central Command/Handout via REUTERS Segundo os militares americanos, os alvos incluíram centros de comando, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação, e a operação teve como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. O porta-voz do chanceler iraniano também afirmou nesta segunda que Teerã não permitirá que Ormuz seja usado por seus inimigos para ameaçar a segurança do país: "Não podemos permitir que esta hidrovia seja usada indevidamente novamente para ameaçar a segurança e os interesses nacionais do Irã", disse Baghaei, acrescentando que o país está "determinado a tomar as medidas necessárias" para salvaguardar sua soberania. 💡 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. Escalada do conflito O presidente norte-americano, Donald Trump, lamentou as mortes, em entrevista e afirmou: "Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país". Nesta segunda-feira, após a coletiva de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou um comunicado afirmando que o país está em uma "guerra em grande escala" com os Estados Unidos. "A realidade é que hoje a República Islâmica do Irã está envolvida em uma guerra em grande escala", disse Pezeshkian, acrescentando que "devemos ser realistas e aceitar as consequências naturais dessa resistência", declarou. Uma fonte iraniana sênior disse à agência de notícias Reuters que, no momento, os mediadores das negociações diplomáticas entre Irã e EUA estão propondo um cessar-fogo de 10 dias para encontrar maneiras de reativar o acordo assinado entre os dois países no mês passado.
EUA atacam usina nuclear do Irã em construção, e Teerã pede que ONU condene ação | G1
Além da instalação, os ataques dos EUA também atingiram vários locais na cidade portuária de Bushehr, no sul do Irã, onde fica a única usina nuclear civil do país, informou mídia estatal iraniana.











