Empresas em rápido crescimento costumam enfrentar sobrecarga, retrabalho e desalinhamento interno quando não estabelecem prioridades claras e bem definidas. Esse cenário é ainda mais comum em startups, onde a pressão por escala, velocidade e inovação faz com que muitos negócios acabem repetindo erros recorrentes de gestão.
O primeiro deles é abrir iniciativas demais ao mesmo tempo. Muitas startups associam crescimento à capacidade de lançar novos projetos, produtos e frentes de atuação. Com equipes enxutas e metas agressivas, diferentes áreas passam a criar iniciativas paralelas sem critérios claros de prioridade. O resultado costuma ser previsível: dispersão de energia, perda de foco e dificuldade para concluir aquilo que realmente gera impacto estratégico.
Um caso clássico é o da WeWork. A empresa acelerou sua expansão global em ritmo agressivo, abriu várias linhas de negócio ao mesmo tempo, só que passou a operar com prioridades pouco claras. Diversos relatos públicos mostraram dificuldades de coordenação interna, excesso de projetos paralelos e uma cultura de hiperexecução sem sustentação operacional. A história acabou se tornando símbolo de crescimento acelerado sem governança proporcional. Depois de um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, hoje a empresa opera num modelo bem mais discreto e de forma bem mais enxuta.








