A Prefeitura de São Paulo suspendeu edital voltado a automatizar a fiscalização de apartamentos populares com indícios de "desvirtuamento" para famílias de maior renda. Licitação anterior chegou a ter contrato firmado em 2025, mas não foi apresentado sistema que facilitasse o controle dos imóveis construídos pelo mercado imobiliário com benefícios municipais —o principal deles estimado em R$ 5,1 bilhões por CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara Municipal, de 2014 a 2025.
Em nota à Folha, a gestão Ricardo Nunes (MDB) respondeu que a nova suspensão ocorreu por razões técnicas, para "aprimoramento das funcionalidades". "As adequações consideram, inclusive, contribuições colhidas no âmbito das discussões administrativas, judiciais e da própria CPI", declarou. O valor estimado do contrato é de R$ 51,8 milhões, para dois anos.Mais de um ano após ação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) na Justiça, não se sabe quais apartamentos foram construídos pelo setor imobiliário com benefícios municipais. Há o total por empreendimento, mas não o endereço de cada unidade dentro de prédios de condomínios mistos (também com moradias sem restrição de renda) — o que ainda está em processo de levantamento pela prefeitura.











