O Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta terça-feira (9), por 9 votos a 4, um relatório que recomenda a suspensão do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por dois meses após ele ter feito declarações consideradas ofensivas contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). (CORREÇÃO: o g1 errou ao publicar que o prazo de suspensão de Pollon recomendado pelo Conselho de Ética era de três meses. Na verdade, o tempo de suspensão sugerido pelo colegiado é de dois meses. A informação foi corrigida às 16h55 desta terça-feira.) O deputado ainda pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de o caso chegar ao plenário, a quem cabe a palavra final sobre a suspensão. Já o parecer aprovado nesta terça se refere a declarações contra Motta. Agora no g1 Durante uma manifestação em Campo Grande (MS), Pollon questionou o fato de o projeto que previa anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro não ter sido pautado e proferiu ofensas contra o presidente da Câmara. “A anistia está na conta da p... do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m″, disse na oportunidade. O deputado negou que sua fala tenha levado à quebra de decoro parlamentar. Em sua defesa, Pollon disse que não havia provas inequívocas que comprovassem sua intenção de desrespeitar a autoridade de Motta ou descumprir seu dever funcional. Voto O relator da representação, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), afirmou que a imunidade dos parlamentares não alcança “atos em dissonância com a dignidade do parlamento”. “Há nítida distinção entre criticar uma decisão política ou posicionamento institucional – o que é não apenas legítimo mas essencial ao debate democrático – e proferir ofensas de caráter pessoal, que nada agregam ao debate público”, disse o relator. Maia destacou que o Código de Ética da Casa estabelece como dever fundamental respeitar a dignidade dos colegas e recomendou a suspensão por três meses por quebra de decoro parlamentar. Deputado Marcos Pollon (PL-MS). — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados