O Conselho de Ética da Câmara se reúne na terça-feira 9 para analisar uma série de representações por suposta quebra de decoro parlamentar envolvendo deputados da base governista e da oposição. Ao todo, o colegiado deve deliberar sobre 12 ações, incluindo pedidos de instauração de processos disciplinares e pareceres preliminares.

Entre os casos de maior repercussão estão as representações contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).

Erika Hilton

A deputada é alvo de duas representações. Na primeira, apresentada pelo partido Missão, Erika é acusada de “ofender” mulheres cisgênero após publicar mensagem nas redes sociais logo depois de assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Os autores da ação afirmam que expressões como “imbeCIS” e “podem latir” configurariam discriminação e ofensa coletiva às mulheres cisgênero.

Já a segunda representação foi protocolada pelo Novo. A legenda sustenta que a deputada teria utilizado seu mandato e instrumentos judiciais para constranger adversários políticos por meio de acusações de transfobia, o que, segundo o partido, seria incompatível com o decoro parlamentar.