O Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta terça-feira 9 um parecer que recomenda a suspensão do mandato do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) por três meses. A decisão foi tomada por 9 votos favoráveis e 4 contrários, após a conclusão de um processo disciplinar relacionado a declarações proferidas pelo bolsonarista contra o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O relatório de Ricardo Maia (MDB-BA) sustenta que as manifestações de Pollon ultrapassaram os limites da crítica e configuraram quebra de decoro parlamentar. Segundo o relator, a prerrogativa da imunidade parlamentar não abrange ofensas pessoais incompatíveis com a dignidade do mandato.
A representação mira um discurso de Pollon durante um ato em Campo Grande (MS), no qual o deputado criticou a condução da pauta da Câmara e atacou Motta ao comentar a falta de votação da proposta de anistia aos golpistas de 8 de Janeiro. Na ocasião, disse: “A anistia está na conta da porra do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de um metro e sessenta”.
Durante a tramitação do processo, a defesa do deputado argumentou que não houve intenção de desrespeitar o presidente da Câmara e sustentou que as declarações não caracterizam quebra de decoro.













