O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (8) que "narcoterroristas" impulsionam os protestos que exigem sua renúncia e advertiu que "os dias deles estão contados", após promulgar uma lei que lhe permite decretar estado de exceção.
Operários, camponeses, mineiros, caminhoneiros e professores pressionam o governo de direita com dezenas de bloqueios de estradas que sufocam há cinco semanas as principais cidades do país, onde faltam produtos básicos.
Paz, com sete meses no poder, tem agora sinal verde para decretar a medida, que além de permitir o uso de militares para conter os protestos, restringiria liberdades de reunião e circulação.
O governo afirma que quatro policiais foram feridos a bala em recentes confrontos para liberar vias. O mandatário apontou que os grupos mais violentos provêm de facções criminosas, vinculadas ao tráfico de drogas, durante um ato no palácio do governo, junto a seus ministros, onde promulgou a norma que regulamenta os estados de exceção. Nesse ato estiveram presentes os altos comandantes militares e policiais.
Devido aos bloqueios, em La Paz, sede do governo, e na vizinha El Alto, os preços de carnes e vegetais dobraram nos mercados, formam-se longas filas de veículos nas proximidades dos postos de gasolina e nos hospitais faltam medicamentos.













