The Cure no North Festival, na Maia. Robert Smith, vocalista e líder da lendária banda inglesa
Às 22h40, as luzes de palco no terceiro dia do North Festival, na Cidade Desportiva da Maia, apagam-se e os gritos do público que esgotou o Estádio Dr. José Vieira de Carvalho no domingo à noite começam a sobrepor-se à música ambiente. E é com uma ironia difícil de ignorar que os The Cure dão o mote para o início de um concerto que se irá prolongar por duas horas e meia: “This is the end”, canta Robert Smith no primeiro verso de Alone, como que confirmando aquilo que o vocalista e incontestado líder da banda inglesa já dissera em 2024, antecipando que o fim deste percurso de 50 anos de carreira mais dia, menos dia terá de chegar. Mas que não seja para já, quase pediram os muitos espectadores de diferentes gerações que lotaram um estádio de 40 mil lugares e que antes dos cabeças de cartaz da noite recebeu ainda os portugueses Linda Martini e os escoceses Mogwai. “O meu pai já era fã, por isso sempre foi bastante presente na minha vida”, contava uma das jovens horas antes do concerto. “Somos fãs desde que eles existem – desde que nós existimos, na verdade”, dizia um grupo de amigas a rondar os 50 anos.












