A atual época é a do deslumbramento consigo mesmo, do espetáculo, de enorme desenvolvimento tecnológico, de grandes transformações no comportamento social, do exagero, da velocidade das coisas e das maciças propagandas comerciais, ainda mais em uma Copa do Mundo.

A seleção brasileira do meio para frente possui quatro titulares (Casemiro, Bruno Guimarães, Vinicius Junior e Raphinha). Alguns jogadores disputam as outras duas vagas, com diferentes posicionamentos em campo. Quando Ancelotti fala que o time vai jogar no 4-4-2, independentemente da escalação, deduzo que se refere à fase defensiva, com quatro jogadores na proteção dos quatro defensores. Este é um conceito antigo, presente na maioria das atuais equipes, iniciado com a seleção inglesa campeã do mundo em 1966.

Muitas coisas vão e voltam no futebol. Evidentemente, o jogo hoje é muito mais veloz, intenso, compacto, com as equipes marcando e atacando com muitos jogadores.

As frequentes discussões se a seleção brasileira deve jogar no 4-4-2, no 4-2-4 ou no 4-3-3 são obsoletas. Os jogadores não param de correr e, a cada instante, é formado um diferente sistema tático na prancheta. Os pontas são atacantes quando avançam e defensores quando recuam. Não há diferença entre 4-2-4 e o 4-4-2, vai depender do momento do jogo. Obviamente, as equipes possuem particularidades individuais e coletivas.