No Brasil é tudo ou nada. A seleção, muito festejada antes da estreia, passou a ser bastante criticada após o empate por 1 x 1 contra a boa seleção de Marrocos. Casemiro, que nos últimos 12 meses foi bastante elogiado pelo seu desempenho no Manchester United e na seleção sob o comando de Carlo Ancelotti, tem sido muito criticado pelos passes errados e pela falta de mobilidade.

Mesmo se Casemiro atuar bem o restante do mundial, as suas características técnicas e físicas, de muita marcação, porém de pouca mobilidade, leveza, estão cada dia mais desuso. Os grandes jogadores atuais de sua posição marcam, possuem ótimos passes, tocam a bola e avançam. São o elo entre o meio campo e o ataque, como Vitinha de Portugal, Valverde do Uruguai, Bouaddi de Marrocos, 18 anos, além de outros.

Casemiro deveria atuar centralizado, mais recuado, com um meio-campista de cada lado, que defendem, constroem e atacam. Não se pode confundir a estrutura tática com um trio no meio campo, em que os três, alternadamente, jogam de uma intermediaria à outra, usada por grandes times e seleções, com a formação do Brasil contra Marrocos com dois volantes (Casemiro e Bruno Guimarães) e Paquetá como um armador pela ponta.A seleção deveria mudar o padrão das últimas décadas com pouca aproximação, pouca troca de passes no meio campo e a dependência de alguns excepcionais lances individuais, como o gol de Vinicius Junior contra o Marrocos. No Brasil, continua ainda a antiga divisão do meio campo entre os volantes que marcam e atuam do meio para trás e o meia ofensivo centralizado que joga do meio para frente.