O mundo corre, o Brasil atola. Por um lado, temos problema tão bárbaro quanto o dos americanos, que lidam com o "duce" da corrupção geral dos costumes, da democracia e do que resta de civilização, Donald Trump. Por aqui, uma versão moleque, corrupta e mais caricata do "duce" quer o poder em 2027.
Até problemas com juros nos afligem no mesmo momento, embora no Brasil se trate da perspectiva de longo atoleiro, com asfixia de empresas, investimento e crescimento baixo por muitos anos. Não dá para pensar nem mesmo em adoção de inovação, que dirá inovar.
Trump encarna degradações da vida social ou política. Mas por meio dele poderes econômicos e políticos dos EUA também expressam e fazem valer seus interesses, não importa se instrumentos tortos ou francamente monstruosos. Trump está no meio da conversa da revolução tecnológica, das novas intervenções estatais e da guerra contra a China.
Nas últimas semanas, tornou-se definitivamente "pop" a discussão da possibilidade de a inteligência artificial projetar e treinar o seu aperfeiçoamento, de modo sucessivo, sem intervenção humana —teórica ou fantasticamente capaz de escapar do controle humano. No caso, se discute um processo chamado "autoaperfeiçoamento recursivo" (RSI, na sigla em inglês).
















