Até o início da década de 1990, o goleiro no futebol podia agarrar sem punição qualquer bola tocada para si por um companheiro de time. A equipe que estava na frente do marcador punha-se a dar quantos passes conseguia para o seu arqueiro, que amiúde se atirava no chão com o balão nos braços para gastar tempo. Tediosos períodos de uma partida eram consumidos nessa pasmaceira, num esporte já caracterizado pelas escassas oportunidades de pontuar em relação a outras modalidades.
A introdução da falta pelo uso da mão em recuos feitos com os pés desencadeou um progresso na competitividade. Fundiu os goleiros na sintaxe do jogo e selecionou aqueles hábeis como jogadores de linha nos fundamentos de passe e domínio. Contribuiu para a compactação, a alta concentração de atletas dos dois times em porções de um terço ou menos do campo, onde a bola está em disputa.
A compactação ganhou novo impulso com outra pequena mudança, ocorrida há sete anos. Dispensou-se quem recebe o passe do tiro de meta de tocar na bola apenas fora da grande área. É recente a cena, hoje comum, da saída da meta com o goleiro entre dois companheiros na linha da área menor. A alteração aumentou os recursos da equipe que parte do campo defensivo para tentar manter a bola sob controle, assim como as possibilidades de pressão do adversário nessa retomada de jogo.











