O Ministério Público do Rio recorreu da sentença que resultou na condenação de Monique Medeiros por omissão diante da tortura sofrida por seu filho, Henry Borel, e na desclassificação da acusação de homicídio doloso para homicídio culposo —quando não há intenção de matar. Monique deixou a prisão na tarde de quinta-feira (4).
O recurso foi protocolado após o encerramento do júri, na madrugada de quinta-feira, e questiona a alteração de um dos quesitos submetidos aos jurados durante a votação.
Segundo o promotor Fábio Vieira, a principal controvérsia envolve a formulação da pergunta referente à conduta atribuída a Monique. De acordo com a ata do julgamento, o Ministério Público impugnou a votação após a resposta dos jurados ao 27º quesito, sustentando que a redação originalmente apresentada tratava de omissão dolosa, conforme constava na acusação.
À Folha Vieira afirmou, neste sábado (6), que as razões detalhadas da apelação ainda serão apresentadas. Segundo ele, o recurso já foi protocolado, mas os fundamentos jurídicos serão encaminhados à Justiça ao longo da próxima semana.
Procurado neste sábado, o advogado Hugo Novais, também responsável pela defesa de Monique, disse que ainda não teve acesso formal ao recurso.










