A assistência de acusação que representa Leniel Borel, pai de Henry Borel, pediu nesta segunda-feira (8) a anulação do julgamento que resultou na condenação de Monique Medeiros por omissão diante da tortura sofrida pelo filho e na desclassificação da acusação de homicídio doloso (com intenção) para homicídio culposo (sem intenção).
O recurso foi apresentado pelo advogado Cristiano Medina, que representa Leniel no processo. Segundo ele, houve falhas nas perguntas feitas aos jurados durante a fase de votação, o que teria gerado contradições no resultado do julgamento.
A Folha procurou os advogados Florence Rosa e Hugo Novais, que fazem a defesa de Monique, por volta das 17h40 desta segunda-feira, para comentar os argumentos apresentados no recurso. Até a publicação deste texto, nenhum deles havia se manifestado.
Monique deixou a prisão na tarde de quinta-feira (4), após a juíza Elizabeth Machado Louro reconhecer que a pena de um ano e quatro meses aplicada pelo crime de omissão já havia sido integralmente cumprida durante o período em que ela permaneceu presa preventivamente (sem prazo). Em relação à acusação de homicídio, a magistrada concedeu perdão judicial após os jurados afastarem a acusação de homicídio doloso e reconhecerem a modalidade culposa.No recurso, Medina afirma que os jurados já haviam reconhecido a participação de Monique nos fatos discutidos no processo e rejeitado a tese de absolvição apresentada pela defesa quando passaram a responder novas perguntas que, segundo ele, levaram a conclusões incompatíveis com as decisões anteriores.











