Após sentença, acusação diz que ex-professora deveria ter sido condenada pela morte do filho e promete contestar resultado Caso Henry: ao fim do júri de dez dias, a juíza Elizabeth Louro lê a sentença — Foto: Henrique Barbi RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 03:25 Ministério Público recorrerá de absolvição de Monique no caso Henry Borel Após a sentença que isentou Monique Medeiros da condenação pela morte de Henry Borel, o promotor Fábio Vieira anunciou que o Ministério Público recorrerá da decisão. Vieira defende que Monique foi corresponsável pela morte do filho e que deveria ser condenada por isso. Ele criticou o retorno da votação aos jurados, algo que, para o MP, não deveria ter ocorrido, e afirmou que a discussão sobre a responsabilidade de Monique continua. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após a leitura da sentença, o promotor Fábio Vieira afirmou, ainda não madrugada desta quinta-feira, que o Ministério Público discorda do resultado que levou Monique Medeiros a não ser condenada pela morte de Henry Borel e adiantou que a questão deverá ser discutida em recurso. Segundo o promotor, a acusação defendia que Monique deveria ser responsabilizada também pela morte do filho. — Numa primeira quesitação, Monique foi responsável pela morte dolosa do Henry, então ela teria que ser condenada também pela morte dolosa — afirmou Vieira. Vieira disse que a defesa contestou esse entendimento durante o julgamento e que a votação retornou aos jurados. Na avaliação do Ministério Público, isso não deveria ter ocorrido. — A defesa se insurgiu contra isso e a votação voltou. Na nossa visão, não deveria ter voltado. Essa é uma outra questão onde vai existir recurso e juridicamente isso vai ser resolvido — declarou Vieira. Ao comentar o desfecho do julgamento, o promotor afirmou que a condenação de Jairinho pela morte da criança e a responsabilização de Monique por outros crimes encerram uma etapa do caso. Vieira também destacou que Monique foi considerada culpada por não ter protegido o filho e por fatos anteriores à morte da criança. — Mesmo que tenha tido culpa por não ter prestado atenção no filho e, algumas semanas antes, ter sido responsável também por uma tortura com o filho, a partir daí as coisas continuam a andar — afirmou. O promotor ressaltou que a discussão jurídica sobre a responsabilização de Monique pela morte de Henry ainda não está encerrada e deverá ser objeto de recurso por parte do Ministério Público.