A Raízen confirmou, por meio da publicação de um fato relevante nesta sexta-feira (5), um acordo de reestruturação extrajudicial com a maioria de seus credores. O acordo evita que a empresa passe para uma recuperação judicial —a Raízen precisava obter a aprovação de uma maioria simples, de 50% mais um.
Segundo o documento, o plano de recuperação extrajudicial conta com a adesão relevante de todos os grupos de credores (detentores de títulos internacionais, títulos locais e bancos), que detêm aproximadamente 75% das obrigações incluídas. O acordo reestrutura 64,7 bilhões em dívidas.
A Shell, que virou a principal acionista da companhia, aportou R$ 3,5 bilhões e, agora, passa a ter cerca de 12% de participação do negócio. O aporte de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan, é de R$ 500 milhões por meio de seu fundo familiar Aguassanta e mantém representatividade na distribuidora de combustíveis.
Além disso, o acordo envolveu a transformação de parte das dívidas dos credores em participação no negócio. A Raízen anunciou que cerca de 45% do endividamento foi transformado em equity a um preço de R$ 0,25 por ação.
O plano prevê também a substituição, refinanciamento ou aditamento dos 55% remanescentes dos créditos reestruturados por novos títulos de dívida, e contempla ainda uma opção de pagamento com deságio sobre o valor dos créditos reestruturados, bem como uma opção com mecanismo de pagamento antecipado em dinheiro e com desconto para credores com créditos de menor valor, sujeito ao limite global agregado previsto, de aproximadamente R$ 150 milhões.












