A produtora brasileira de açúcar e etanol Raízen chegou a um acordo extrajudicial de reestruturação com a maioria de seus credores para renegociar sua dívida, informou a Bloomberg News na sexta-feira (5), citando fontes.
O acordo reestrutura cerca de R$ 65 bilhões (US$ 12,57 bilhões) em dívidas e conta com o apoio de credores que detêm aproximadamente 75% das obrigações incluídas no plano, disse a reportagem, acrescentando que a Raízen iniciou os procedimentos formais para submeter os documentos à Justiça brasileira.
A Raízen não respondeu de imediato a um pedido de comentário fora do horário comercial.
A aprovação evita que a empresa passe para uma recuperação judicial –a Raízen precisava obter a aprovação de uma maioria simples, de 50% mais um.
Pessoas próximas às negociações afirmam que o vai e vem das negociações durou cerca de dois anos, muito antes de a Raízen solicitar a recuperação extrajudicial em março deste ano. A ideia nunca teria sido entrar com um pedido de reestruturação do tipo, mas as dificuldades na definição do valor dos aportes de Cosan e Shell para sanar o endividamento da companhia fizeram com que a recuperação extrajudicial fosse uma opção a ser considerada. A Shell, a princípio, não gostaria de efetuar um aporte substancialmente maior do que a Cosan na operação da Raízen.











