O presidente da Raízen, Nelson Gomes, afirmou que a formalização do plano de recuperação extrajudicial da companhia, conforme comunicado ao mercado na madrugada deste sábado (06), representa um “avanço importante na reorganização operacional e financeira” da empresa, e futuramente, em sua composição societária. Leia também: A Raízen protocolou o plano, cujo valor total é de R$ 64,7 bilhões, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, e disse contar com a adesão de credores que representam 75,45% dos créditos financeiros e quirografários abrangidos. De acordo com o executivo, a empresa está comprometida com a continuidade da operação dos negócios nos quais atua, com a execução dos planos e com a “preparação da companhia para uma nova etapa de crescimento e criação de valor no longo prazo”, que inclui uma mudança para uma estrutura “mais simples e eficiente”. Entre as medidas previstas, está o aporte de R$ 3,5 bilhões, liderado pela Shell, e a possibilidade de outro adicional, de R$ 500 milhões, pela Aguassanta Participações, da família do empresário Rubens Ometto Silveira Mello, acionista controlador da Cosan, caso queiram aderir. O plano também prevê a conversão de 45% da dívida em ações da companhia e o reperfilamento dos 55% restantes em novos instrumentos financeiros. Está previsto ainda, para o fim de 2027, a segregação das atividades operacionais em duas unidades autônomas: a Raízen Energia, dedicada aos negócios de etanol, açúcar e bioenergia, e da Raízen Combustíveis, voltada à distribuição de combustíveis e lubrificantes licenciados da marca Shell. — Foto: Tomas Cuesta/Bloomberg