A Raízen vai manter hoje ao longo do dia uma agenda intensiva de interações com seus credores na tentativa de fechar até o fim de semana o acordo para fechar o plano de sua recuperação extrajudicial, apurou o Valor com fontes próximas ao processo. A companhia negocia dívidas de R$ 65 bilhões. No momento todos os credores estão sentados na mesa, incluindo os detentores de papéis da dívida externa (“bondholders”), que em um determinado momento tinham se afastado por não concordarem com os termos da proposta trazida pela companhia. Os credores bancários e os do mercado de renda fixa local, incluindo os debenturistas e detentores dos certificados de recebíveis agrícolas (CRAs), estão alinhados, disseram fontes. Em linhas gerais, o plano a ser apresentado é próximo daquele divulgado ao mercado pela empresa nesta semana. A conversão será de 45% da dívida em participação acionária. O restante será alongado em uma nova dívida. Após pressão dos “bondholders”, houve uma pequena melhora das taxas para algo em torno de 8%, disseram fontes. A Shell, acionista da Raízen ao lado da Cosan, fará um aporte de R$ 3,5 bilhões. O aporte de Rubens Ometto, dono da Cosan, de R$ 500 milhões não é esperado, conforme antecipou o Valor. Nos documentos apresentados pela companhia a Raízen colocou essa injeção de capital como possível. Para aprovar o plano a companhia precisa do sinal verde dos detentores de ao menos 50% do volume da dívida. O prazo para um acordo é bastante curto e precisa ser fechado e protocolado até 08 de junho. Dentre outros termos está a previsão de cisão da companhia, a Raízen Energia e a Raízen Combustíveis. Procurada, a Raízen não havia comentado até a publicação desta nota — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg
Exclusivo: Raízen avança em negociações e pode ter acordo até o fim de semana, dizem fontes
A companhia negocia dívidas de R$ 65 bilhões














